sexta-feira, 27 de maio de 2011

Eu não como carnes. Por que mesmo?

Muita gente me pergunta o que me levou a parar de comer carnes. Se é religião, pena dos animais, doença ou qualquer coisa assim. É engraçado, mas eu nunca sei a resposta.



Eu sei HOJE o porquê de não comer carnes, mas não sei exatamente o que me fez mudar de alimentação há tantos anos atrás.



Então comecei a pensar sobre isso.



Eu sempre fui uma pessoa que comia muita carne, gostava mesmo. Meus pais gostam e fui criada assim. Chegava do colégio e dia sim dia não era churrasco no almoço.



Eu tinha amigos vegetarianos e pra falar a verdade os achava bem esquisitões. Achava que quem não comia carne era zen e deveria morar na montanha.



Embora sentisse quase sempre uma digestão lenta - ou muitas vezes uma má digestão mesmo, não acreditava que o problema todo fosse da carne.



Então, depois de muito tempo o fato de se alimentar de outro animal passou a não ter tanto sentido pra mim, mas mesmo assim eu resisti. Ou melhor, não resisti. Era impensável viver sem churrasco, hambúrguer e salsicha. Sem presunto e peito de peru. Sem Mc Donald’s. Não dava.



Os anos se passaram e um belo dia escolhi testar. Propus-me a ficar uma semana me alimentando de forma diferente. Sem carnes de nenhum tipo. Foi o suficiente.



Aí eu me lembro que senti tudo mudar, como se tivesse ganhado um corpo novo. A pele, os cabelos, a digestão, o sono e até o temperamento. A ansiedade diminui muito e parece que muita coisa começa a se tornar mais aceitável e coerente. Parece-me que foi assim. Bem simples.



Ser simples não significa que não tenha sido fácil. Eu nunca disse que do dia para a noite passei a não gostar do sabor da carne. Lembro perfeitamente que no começo eu resistia feito uma mula teimosa e me sentia um leão perante um cordeirinho quando num churrasco ou coisas parecidas. Como eu disse, eu realmente era uma pessoa que GOSTAVA de carne. E não pense em frango ou um peixe para variar. Meu negócio mesmo era a carne vermelha e sangrando.



Mas eu escolhi viver sem. Escolhi não me alimentar de uma coisa que leva dias para ser eliminado do meu corpo. Que me intoxica e que serve como veneno ao meu corpo. É uma escolha. Não escolhi o sabor, não escolhi ficar numa zona de conforto. Escolhi preservar aquilo que tenho como único. Fiz apenas uma opção.



Uma opção evolutiva de alimentação.



Por dezenas de eras o ser humano precisou da carne para sobreviver já que não havia plantas, frutas, legumes, cereais e hortaliças. Caçar sempre foi mais fácil do que cultivar afinal nossos espelhos eram animais carnívoros e não agricultores. Isso nos salvou, é fato, pois sem a carne poderíamos hoje ser uma espécie extinta por inanição. Porém, é uma idéia errônea atribuir a este fato a nossa evolução e usar isso para justificar o sistema alimentar de uma sociedade extremamente ultrapassada. A nossa evolução foi determinada claro, por uma árdua sobrevivência, mas também pela utilização das mãos na criação de objetos e o consequente desenvolvimento do cérebro.



Infelizmente, não temos um corpo projetado para nos alimentarmos de carne. Não temos acidez estomacal para digeri-la e tampouco um intestino suficientemente curto para eliminá-la quando está em estado de putrefação. Então, meu amigo, entenda que você carrega aquele bife do almoço de domingo por muito mais tempo que deveria.



O nível de pH do ácido clorídrico que os humanos produzem em seus estômagos geralmente se aproxima de 4. Lembre-se: pH 0 = mais ácido, pH 7 = neutro, pH 14 = mais alcalino. O estômago ácido de animais carnívoros têm o pH na faixa de 1. Uma vez que a escala de pH é logarítmica, isto significa que o estômago ácido de um carnívoro é no mínimo 10 vezes mais ácido que o de um ser humano.



O intestino de um carnívoro é curto: geralmente tem de 3 a 6 vezes o comprimento para que possa eliminar os restos dos animais mortos, antes de estarem no processo de putrefação. Os animais herbívoros, em contrapartida, necessitam de um intestino longo para garantir a excelente absorção nutricional dos alimentos ingeridos. Isso significa um intestino com 10 a 12 vezes a medida do próprio comprimento.





Agora vamos lá, sorria. Olhe no espelho e me diga, esse sorriso lembra um tigre ou uma girafa?
Perfeito. Você deve ter reparado que não possui presas e sim dentes largos projetados para triturar alimentos. E não, o teu canino não pode ser comparado ao canino de um carnívoro. Pense bem se você conseguiria sem auxílio de faca, comer uma vaca. Acredito que não.





Como disse desde que criei o blog, o meu intuito não convencer ninguém a nada. Eu mesma fui muito resistente a mudar de alimentação. A idéia aqui é informar e conscientizar o maior número de pessoas sobre algumas realidades. Quando se tem uma sociedade pensante se tem uma sociedade muito mais evoluída e com apurado senso crítico. Eu gosto deste grupo.





Mas voltando a pergunta inicial, acredito que não comer carnes, como qualquer outro tipo de mudança me exigiu uma pesquisa convincente e trabalhosa. Não comer carnes não é simplesmente mudar teu almoço para a macarronada. É saber exatamente a que tipo de espécie você pertence e quão precioso e diferenciado isso pode ser dentro de uma natureza tão complexa e incompreendida.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Paella com legumes e cogumelo

Receita para esquentar qualquer final de semana.
Reúna os amigos -quanto mais melhor e divirtam-se.

Você vai precisar de:
2 xícaras de arroz integral
5 xícaras de caldo de legumes
1/4 de colher (chá) de cúrcuma
4 colheres (sopa) de azeite de oliva extravirgem
1/4 de xícara de cebola-roxa picada
1 colher (chá) de alho picado
1/4 de colher (chá) de pimenta rosa
1/4 de xícara de cenoura em pedaços de 2 cm cortados em diagonal
1/4 de xícara de salsão em pedaços de 2 cm cortados em diagonal
1/4 de xícara de alho-poró (a parte branca) em pedaços de 2 cm cortados em diagonal
1 xícara de cogumelho-de-paris cortado ao meio
1/4 de xícara de pimentão vermelho em pedaços de 2 cm em diagonal
1/2 colher (chá) sal
1 colher (sopa) de cebolinha picada
1/2 xícara de molho de tomate
1 xícara de brócolis em floretes
1/4 de xícara de couve-flor em floretes
1 xícara de ervilha-torta em pedaços de 2 cm cortados em diagonal
1 colher (chá) de alga hijiki
1/4 de colher (chá) de páprica picante
1 colher (sopa) cheia de folha de salsinha picadas
6 pimentas biquinho em conserva

Faça assim:


Cozinhe o arroz integral com 4 xícaras de caldo de legumes e a cúrcuma. Enquanto isso, numa panela, coloque metade do azeite e doure a cebola, o alho e a pimenta rosa por 2 minutos em fogo baixo. Acrescente a cenoura e o salsão e mexa por 2 minutos. Junte o alho-poró e o cogumelo e mexa por mais 1 minuto. Coloque o pimentão e 1 colher de sopa de caldo de legumes e cozinhe por mais 3 minutos. Acrescente metade do sal, o arroz integral, o caldo de legumes restante, a cebolinha e o molho de tomate. Aumente o fogo e cozinhe por mais 5 minutos, mexendo sempre, para que o amido natural do arroz se desprenda. Acrescente o brócolis, a couve-flor, a ervilha-torta, a alga, a páprica e o sal restante. Tampe e cozinhe por mais 5 minutos ou até que o caldo evaporte e o arroz adquira uma consistência cremosa. Desligue o fogo, regue com o azeite restante e polvilhe com a salsinha, a castanha de caju e a pimenta biquinho. Siva imediatamente.


Rendimento: 4 a 6 porções.

Receita do livro Cozinha Natural Gourmet, a culinária de Tatiana Cardoso e o restaurante Moinho de Pedra.

domingo, 22 de maio de 2011

Pobre Juan

Desta vez o almoço foi em um restaurante especializado em carnes ou mais especificamente em Parrilla Argentina: Pobre Juan.


Em um cardápio dividido entre Bife Ancho, Bife de Chorizo, Costillas de Cordeiro e sei lá mais qual bicho, meu desafio não era encontrar simplesmente algo para comer, mas sim, algum prato delicioso e excelente sem nenhum tipo de carnes.


E lá vamos nós.


Na entrada ficamos com o couvert: Não é totalmente sem carnes porque um desses potinhos servia sardella. Mas convenhamos, nos sobraram 8 maravilhosas opções divididas entre azeitonas chilenas, pasta de gorgonzola, pães especiais, legumes crocantes, manteiga de qualidade excelente e um vinagrete bem temperado.
Para escolher os pratos, optei em não abrir mão do churrasco e escolhi Verduras Grilladas, prato composto por berinjelas, abobrinhas, pimentões e cebolas grelhadas e temperadas com orégano, além do Risoto a Milanese, tradicional com açafrão e muito cremoso.
Bacana né?
Por fim. Postres!
Panqueques de Dulche de Leche Havana.



Super indicada para quem gosta de uma sobremesa DOCE.
Nós pedimos a mini para dividirmos em duas pessoas e mesmo assim achei um pouco too much, no quesito açúcar, mas notei que faz sucesso e todo mundo faz esse mesmo pedido antes do café.


E por falar em café, ele vem acompanhado com um bombom também recheado de doce de leite.


Viu só?!?!
Restaurante especializado em carnes também oferece banquetes àqueles que preferem uma comida sem bichinhos!


Pobre Juan
Vila Olímpia: Rua Com. Miguel Calfat, 525. Tel.: (11)38454965
Higienópolis: Rua Tupi, 979. Tel.: (11)38250917
Shopping Cidade Jardim: Av. Magalhães Castro, 12000, 3ºpiso. Tel.: (11)35523150
Brasília: Shin CA 4 Lote A Lago Norte L 20 ST. Tel.: (61) 35775800
Preço médio: R$40 a 60 por pessoa

quinta-feira, 19 de maio de 2011

A torta que faz sucesso

Atendendo a pedidos a famosa torta de abobrinha está aqui!

Ao contrário da anterior, ela é fácil, rápida e ultra prática.

Dá pra assar em forma de vidro (tipo marinex) ou assadeira retangular convencional. Só não indico as desmontáveis porque esse recheio é um pouco cremoso e a massa pode não sustentar.

Vamos ao que interessa:


Massa
3 ovos

2 polenguinhos (ou 2 colheres de requeijão)

1 copo de trigo

1 copo de leite desnatado

1/2 copo de óleo

1 pitada de sal

Obs. Se você quiser fazer uma massa verde, acrescente algumas folhas de espinafre ou salsinha, mas neste caso sugiro trocar o recheio por algo mais suave para manter o equilíbrio da receita.


Recheio

1 cebola picada

2 abobrinhas italianas pequenas picadas em cubos

2 tomates picados em cubos

1 caldo de legumes

200g de muçarela

3 colheres de sopa de cream cheese

100g de queijo parmesão

salsinha a gosto

pimenta calabresa e do reino a gosto


Preparo da massa

É só bater tudo no l iquidificador. (Eu disse que era fácil)

Preparo do recheio
Doure as cebolas com azeite. Acrescente o caldo de legumes e os tomatese procurando não deixá-los derreter totalmente. Em seguida coloque as abobrinhas e mexa a panela suavemente por cerca de 4 minutos. A abobrinha deve se manter crocante. Por fim, desligue o foto e acrescente a muçarela, a pimenta e a salsinha.


Montagem

Numa fôrma coloque metade da massa do liquidificador e sob isso todo o recheio espalhado. Faça bolinhas com o cream cheese e distribua-as aleatoriamente. Cubra a torta com o resto da massa. Polvilhe parmesão e coloque para assar em forno médio (180ºC)



Pronto :)

terça-feira, 17 de maio de 2011

Uma das minhas tortas favoritas

Já vou avisando que não é nenhuma daquelas receitas ultra práticas que a gente coloca tudo dentro do liquidificador e coloca pra assar.
Não é.


Dá um certo trabalhinho, portanto nada de querer fazer em 20 minutos, porque você não vai conseguir. Leva cerca de uma hora o trabalho todo. Mas vale à pena :)

Torta de legumes e queijo
(rendimento 10 a 12 fatias)
material: 1 fôrma redonda com fundo removível de 28 cm de diâmetro

Massa
1 xícara de farinha de trigo branca
1 xícara de farinha de trigo integral
2 colheres (sopa) de semente de linhaça preta moída
1/2 colher (chá) de sal
1/3 de xícara de manteiga em temperatura ambiente
2/3 de xícara de água

Recheio
2 colheres (chá) de azeite de oliva extravirgem
1 xícara de brócolis em floretes
1 xícara de cenoura em palitos
1 xícara de couve-flor em floretes
1 xícara de alho-poró em rodelas finas
1 xícara de ervilha-torta em pedaços cortados em diagonal
1 xícara de cebolinha picada
4 xícaras de folhas de espinafre picadas finamente
1/2 colher (chá) de sal
1/2 colher (chá) de pimenta rosa moída
2 colheres (sopa) de farinha de trigo branca



Preparo da Massa

Numa tigela, misture a farinha branca, a farinha integral, a linhaça e o sal. Acrescente a manteiga e misture com as pontas dos dedos até formar uma farofa. Coloque sobre uma superfície fria e lisa. Forme uma montanha, faça um buraco no meio e despeje água. Misture até formar uma massa homogênea. Faça uma bola e abra com o rolo numa superfície enfarinhada. Coloque a massa na fôrma, pressione as laterais e corte a massa excedente.
Nesse ponto, se você por acaso não conseguiu abrir a massa a ponto de cobrir toda a fôrma, pode montá-la por partes: primeiro cobrindo o fundo e depois as laterais, desde que consiga pressioná-la com as pontas dos dedos e mantê-la unida.



Preparo do Recheio

Numa frigideira, coloque o azeite e em seguida, acrescente os brócolis, a cenoura, a couve-flor, o alho-poró, a ervilha-torta e a cebolinha. Misture e salteie por 2 minutos. Acrescenteo espinafre, o sal marinho e a pimenta rosa e misture. Coloque a farinha, misture e cozinhe por mais 1 minuto. Deixe amornar.



Cobertura de Ricota

Numa tigela, misture os queijos, os ovos e o creme de leite. Tempere com o sal e pimenta rosa.



Finalização
Coloque os legumes sobre a massa e cubra com o creme de queijos. Asse em forno médio (180ºC) preaquecido por cerca de 50 minutos ou até a cobertura ficar dourada. Retire do forno, salpique com ervas e sirva morno.



Eu já experimentei fazer essa torta com abobrinha italiana fatiada fina em camadas com queijo Grana Padano e também cogumelhos salteados com azeite trufado. Para ambos os casos usei a mesma cobertura de ricota, porque além de dar uma super consistência, deixa o prato mais bonito :)
O bacana dessa torta é que dependendo do recheio que você fizer dá pra servir em um brunch ou em um jantar servido com uma salada verde bem montada.



A receita original é do livro Cozinha Natural Gourmet, a culinária de Tatiana Cardoso e o restaurante Moinho de Pedra.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Maní

Para começar com pé direito e muito apetite, vou falar de um dos meus lugares favoritos em São Paulo: O restaurante Maní, cuja cozinha é comandada pelos chefs Daniel Redondo e Helena Rizzo.Acho que aqui é um dos poucos lugares que a espera justifica cada segundo eterno de um ou mais estômagos roncando. Tivemos que esperar cerca de uma hora, mas valeu -e acredito que sempre valerá muito à pena. Entre conversas e conversas provamos os belisquetes Bolinho de Quinua ao Curry com geléia de aipo -levemente picante, crocante e muito saboroso e Batatas Bolinha gratinadas com gorgonzola e parmesão -com sabor mais previsível que os bolinhos, mas igualmente deliciosas.
O couvert já é bem famoso, mas se você não estiver com tanta fome ou não tiver uma espera tão significativa como a minha sugiro trocá-lo pelos belisquetes que citei.
De pratos principais fomos dos famosos Capelinni com Mix de Cogumelos ao perfume de limão siciliano e Talharim e Pupunha ao molho de parmesão e azeite de trufas brancas. Ambos altamente recomendados. Olha aí que coisa linda:

A apresentação do prato já mostra muito do capricho né? Não sei vocês, mas eu me prendo muito nisso.
Um detalhe que você também sente, está citado no cardápio mas não no site, é que assim como o Talharim este prato também tem trufas brancas, o que o deixa ainda mais especial.




Aqui o Talharim de Pupunha.


Esse prato eu não conhecia e vale dizer que foi uma das mais agradáveis supresas dos últimos tempos. Por muito tempo achei que a massa do talharim era feita com pupunha, como a gente encontra por aí. Mas este não! Não existe uma massa, o talharim é pupunha. Incrível.
Quer fazer em casa? Veja aqui
Ainda não testei, mas o mais rápido possível conto como foi.



E fechando com chave de ouro, a deliciosa Espuma de Nutella com sorvete de gengibre e calda de mexerica.
Sou um pouco resistente a sobremesas com Nutella ou muito chocolate porque na maioria das vezes acho que são extremamente doces e isso não me agrada muito. Mas aqui foi diferente. O sorvete de gengibre faz milagre e a calda de mexerica complementa essa mágica deixando tudo harmonioso.



Viram? Almoço sem carne, digno de um banquete.



Minha nota é dez em todos os requisitos.
Restaurante Maní
Rua Joaquim Antunes, 210. Jardim Paulistano. São Paulo


Contato: (11) 30854148


Preço médio por pessoa: $100 reais.

domingo, 15 de maio de 2011

Sejam bem-vindos!

"Você é vegetariano?? Mas vegetariano come o quê?"
"Não come carne, mas come frango e peixe, né?"
"Não come nenhuma carne? Vive como?"
"Quando você sai pra jantar, come salada?"


Se você já fez ou teve que responder alguma dessas perguntas este blog vai te ajudar!


Decidi hoje criar um espaço para poder, de uma vez por todas, desmistificar ou simplesmente tirar alguns dos rótulos impostos à alimentação vegetariana.


Vegetariano não vive de salada. Não frequenta restaurantes naturais e definitivamente come muito bem.


A idéia não é persuadir ninguém a nada. Simplesmente vou trazer receitas, fotos, matérias, vídeos e indicações de restaurantes comuns que servem pratos excelentes sem carne de peixe, frango, boi, peru ou qualquer outra. Sem tofu. Sem soja ou broto de qualquer coisa.


Falaremos de comidas requintadas, saborosas e perfumadas pra carnívoro nenhum botar defeito ;


Espero que gostem.


Bon Appétit!